Como vai a vida

Muito cheia de coisas pra fazer! Eu estou devendo uma boa atualização (e um tanto de resenhas também, mas uma coisa por vez). Li 8 livros desde a última resenha que postei e nem todos eles vão ganhar um post próprio, mas todos eles merecem alguns comentários. Então vamos lá:

O que eu andei lendo

Um bocado de coisa, na verdade! Viva o kindle, viva o trem e o metrô e viva principalmente minha vontade de esquecer isso tudo que anda acontecendo aí ultimamente.

O último livro que eu falei aqui foi o Filhos da Meia Noite. Depois dele, eu li:

Eu sou Malala – Malala Yousafzai e Christina Lamb

Eu já tinha curiosidade de ler, ele pulou a fila graças ao projeto do Alimente Heróis com Livros no Catarse. É bem legal, mas minha única crítica é que em alguns momentos a narração em primeira pessoa, como se fosse a própria Malala escrevendo, soa muito falsa e isso quebra o ritmo do livro. Esses dois momentos são no começo, quando o livro fala da história dos pais, da situação do Paquistão no momento em que ela nasce e de quando ela ainda é bem bebezinha, e depois quando ela é baleada no atentado terrorista*. Mas foi uma história que eu adorei ler, acho que estou me interessando mais por biografias ultimamente.

No Paquistão, quando as mulheres dizem que querem independência, as pessoas acham que isso significa que não desejam obedecer a seus pais, irmãos ou maridos. Mas não é isso. Significa que queremos tomar decisões por conta própria. Queremos ser livres para ir à escola ou para ir trabalhar. Não há nenhum trecho no Corão que obrigue a mulher a depender do homem. Nenhuma mensagem dos céus estabeleceu que toda mulher deve ouvir um homem.

* Melhor coisa de falar sobre biografias é que não tem perigo de dar spoiler.

The devil in America – Kai Ashante Wilson

Um conto publicado na Tor.com e disponível gratuitamente em inglês. Uma família negra nos Estados Unidos tenta lidar com o demônio na América, que não é o mesmo com o qual seus antepassados estavam acostumados a lidar na África – e eles próprios já não são os mesmos, depois de terem sido arrancados de sua terra e sua história sem direito a levar seus conhecimentos ancestrais com eles. Tem trechos bem pesados porque lida com negros americanos na época da segregação e toda a violência sofrida por eles, mas é um realismo fantástico bem legal, conforme você vai começando a entender o que está acontecendo e o que são realmente as disputas da família com a mágica que corre em seu sangue.

“I told him, Easter.” Ma’am wiped forefinger and thumb down each dandelion leaf, cleaning off grit and bugs, and then lay it aside in a basket. “Same as I told you. Don’t mess with it. Didn’t I say, girl?”

“Yes, Ma’am.” Easter scooped the clumps of butter into the bowl.

Ma’am spun shouting from her work. “That’s right I did! And I pray to God you listen, too. That fool out there didn’t, but Good Lord knows I get on my knees and prayevery night you got some little bit of sense in your head. Because, Easter, I ain’t got no more children—you my last one!”

It came from the North – Vários

Coletânea de contos finlandeses MUITO BOA. Estou escrevendo um post só pra ela falando mais um pouco de cada conto, mas vale dizer que aposto que vai ser um dos preferidos do ano, fácil fácil. Continuar lendo