Os Filhos da Meia Noite [Salman Rushdie]

Uma maravilhosa bagunça

Do site da Companhia das Letras:

O muçulmano de família abastada Salim Sinai, que narra em primeira pessoa a sua história, nasceu em Bombaim à meia-noite de 15 de agosto de 1947, no instante em que a Índia se tornava uma nação independente. A trajetória de Salim estará ligada à complexa e conturbada saga de seu país.
Todos os mil e um indianos nascidos entre a meia-noite de 15 de agosto e a uma hora da madrugada de 16 de agosto de 1947 desenvolveram poderes extraordinários; o de Salim é a telepatia, que lhe permite reconstituir a história de sua família desde 1910 e examinar os acontecimentos políticos e culturais da Índia.

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Tão bonita essa capa *-*

Uns dias atrás eu estava conversando com uma amiga (oi Rô o/) sobre abandonar livros. Eu comentei que abandono livros sem peso na consciência, até porque na maioria das vezes eu abandono um livro porque percebo que aquele livro, naquela hora, não vai  rolar. Acho que livros dependem de um certo grau de timming entre leitor e livro, e as vezes você simplesmente não tá com cabeça pra um livro daquele jeito naquela hora.

(que o diga eu tentando ler Virginia Wolf no meio de um término de namoro incrivelmente longo, tenso e deprimente. Larguei depois de umas 20 páginas. Um dia eu termino, Virginia, juro)

Filhos da Meia Noite foi um livro desses. Eu na verdade comecei a ler esse livro lá no meio do ano passado, depois de ter comprado em alguma das promoções maravilhosas da Cia das Letras. Eu sou louca por realismo fantástico, me indica um mundo real com magias pra lá e pra cá e eu já fico me coçando pra ler – o que já me causou ótimas surpresas e algumas decepções gigantes. Então imagina, 1001 crianças mágicas com o destino ligado ao destino da Índia. O livro me interessou de cara, mesmo com suas 600 páginas ligeiramente intimidadoras. Aí eu comecei a ler. Aí o livro é mais ou menos assim: Continuar lendo

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